Mão na nuca, no sovaco, na costela, na virilha, no pé... O tema desta 2ª rodada é CÓCEGAS...
AHAHAHAHAHAHA
“Sem título”
(Maria Clara Coelho)
que coisa é essa
que vem
biquebiquetrim
gargalhando com as mãos
xiquetiquevique
Some e volta
Ai
Onomatopeias
prosopopeias
epopeias
nada resiste
derrama água
levanta anágua
olho d´agua
Vixe maria
que tristeza boa
que cansaço torto
dentes e dentadas
suor de barriga
riso com lágrima
e tudo parece fazer sentido
e dá vontade até de inventar palavras
“Cócegas”
(Marcelo Asth)
Quando, às cegas, na noite tateia,
Meu corpo alegre em cócegas ri.
Teus dedos vêm contar-me uns segredos...
Me convulsiono, tímido a descobrir
Que esses dedos contam-me convites
Pra passear em ti a nos sentir.
Parte de mim treme terremoto
E de minha boca saem estrondosos risos,
Quando teus dedos por mim passeiam
Despertando a pele em teu terreno liso -
Que se disfarça em pêlos assustados
E se reveste cheia de bolinhas.
E de tanta cócega e cosquinha,
Me acostumo e controlo o tremor
Ao repousar a tua mão na minha.
E os dedos,
A tatear torpor...
“Cripta Fêmea”
(Anderson fortuna)
Arranho cada canto do teu corpo
Eu canto nos quatro cantos
Da Tua alma
Eu sussurro no Teu olvido
Gemidos sentidos
Minha língua úmida desliza
Nas suas
........c
u
..........r
..v
...........a
...s
Bela paisagem
Teus caminhos, vales e fendas
Ela roça nos teus mamilos
Eles penetram minha boca louca
Minha língua roça na tua roça
Tua plantação, tua mata
Ela te mata de tesão
Arranho o teu segredo
Faço cócegas no teu grelo, um ósculo
Ouço gargalhadas na tua caverna
Orquídea molhada
Borboleta no meio das pernas
Cripta fêmea incandescente
Enigma sem fim da eternidade
Mucosa gostosa
Que abrange todos os espaços
Cócegas no teu cóccix
Uma delícia de carícia
Em espasmos teu ser
Sozinhos
Te faço cócegas na Ilha de Córsega
Assim te preparo para o delírio, o lírio
Do meu falo teso de Corcel
“GARGALESIS”
(Lohan Lage Pignone)
Cocega-me,
O riso sinaliza o perigo
A invasão
Mecanismo de defesa
Deste corpo-prisão.
O alarme dispara:
Gargalesis.
As grades:
Sorrisos de ferro na vertical.
Cocega-me,
Permito-lhe
Assalta-me os dentes
E minhas velhas obturações
Assalta-me as lágrimas
Das risadas aos borbotões.
Cocega-me,
Quero rir
Mesmo
Por teus dedos híbridos.
Cocega-me,
Minha fisiologia responde
E os sovacos de minh’alma
Não sentem nada.
Para a próxima rodada teremos os poetas:
Jan Neves
Ricardo Thadeu
Rafael Rorigues
eCelso Baquil
Que escreverão sobre
PESSIMISMO.
As poesias devem se enviadas até segunda feira às 18 horas pelas mensagens do FaceBook.
Sensacionais todos os poemas... parabéns aos irmãos colegas poetas...
ResponderExcluirBeijões!!!
Que bacana!
ResponderExcluirOs poetas abordaram de forma magistral o tema... parabéns.
Muito bom! Rodada cheia de risos!
ResponderExcluirE nada melhor do que sorrir.
O Cripta fêmea me surpreendeu! Erotismo perfeito!
Obrigado ao Dante pela oportunidade em publicar um pouco de minha poesia nesse grande festival, repleto de poetas de alto nível.
Abraços!
Lohan.
maravilhosas poesias!
ResponderExcluiruhul, to gostande desse festival heim pai, o pessoal ta mandando muito bem.
esse lance de escolha de tema e rodadas divididas foi uma ótima idéia, fica mais ágil, mais dinamico!
beijos a todos os poetas!
=)
hahahaha!
ResponderExcluircócegas pra todos vocês!
maravilha!
Adorei! Marcelo, estou ainda admirando seu poema.Li e reli e não me cansei (e olha que sou fraca para cócegas, hein, rsrs) maravilhoso! Lohan também esteve incrível, gargalhei junto com sua Gargalesis extasiante. Destaco estes dois, mas ressalto que todos me encantaram grandemente! Parabéns a todos.
ResponderExcluirhahaha
ResponderExcluirda hora
lohan palavras fatais gostei cocegar um verbo melindroso "KOISA" de Mandarim Eça daquele Quero OZ Agora a poesia é fina linha aonde vou pendurar umas perguntas
ResponderExcluirRádio Baquil from Berlin
E pensar que a sensação particular, a um tempo irritante e agradável - cócega - possa soar somente agradável.
ResponderExcluirO poeta está para isso: evaporar o significado, restar apenas com tênue névoa de significante e, neste momento, por uma última torção, dar à poesia a máscara do legível, tirando-lhe no entanto toda referência (clareza, simplicidade, elegância, finura). Um trabalho de escritura que em que a comunicação é filigranada.
ERRATA:
ResponderExcluirUm trabalho [...] em que* a comunicação [...].
parabens velho ta tudo muito lindo como diria o caetano...rsrs....cara gostei de todas mas a mais q me chamou atençao foi...a poesia sem titulo...parabens a tdos
ResponderExcluirpalavras são sorrisos esticados
ResponderExcluiragora o Pessimismus é barra pesada BOMBA Atômica riscos de MULHER CIUMENTA na face SANGUE arranhando unhas dela escrevendo uma TATOO para sempre Vou tentar quem sabe ela continua me AMANDO umas anáguas suminndo No Rio de Janeiro um microphone? por favor?
ResponderExcluirSimplesmente sensacional! Parabéns aos poetas que transitaram lindamente pelo tema.
ResponderExcluirDante, senti falta da sua. Quem sabe postar off festival???
Marcelo, alguma dúvida quanto ao primeiro lugar do concurso? Rsrsrs... Você é ótimo!!!
Parabéns a todos!!!
Maravilhosa leitura me proporcionaram os poetas dessa rodada, senti cócegas no cerebelo, sob o cabelo sempre desarrumado...
ResponderExcluirLohan, eu é que tenho que agradecer a todos vcs que enriquecem e engrandecem meu blog.
Obrigado a todos os que comentaram, isso é que vai dando mais fome e garra aos poetas participantes, como poeta , posso dizer que é pra isso que escrevemos, para sermos lidos e comentados.
Agradecimento especial pra Ludmila Maurer, uma pessoa de peso na literatura, uma crítica voraz que sabe o que diz, nos dando a honra de comentar, com leveza, essa rodada.
Stella, não ousaria a escrever nada nessa rodada, pois não fui convidado- rrsrsrs- nem vou postar nada antes do final desse festival pra não atrapalhar o fluxo da coisa, mas se vc me cobrar mais adiante, pra me lembrar, prometo que escrevo, ta dando até cócegas nos dedos...
Zecafran, é muito bom tê-lo por aqui, poeta que segue poeta é poeta pra casseta.
Izaura Carolina.....
O que dizer?
Te amo.
afinal, não foi assim tanta maldade minha ter escolhido o tema cócegas... fico feliz que tenha funcionado e dado panos para mangas e jaboticabas.
ResponderExcluirE carambolas!!! ahahaha
ResponderExcluirÉ um Prazer participar deste Festival. Poemas muito Bons. Eu Gargalesis Muito...
ResponderExcluirBoa noite,
ResponderExcluirCom exceção do primeiro poema, o famoso 'sem-título', todos os outros eu considero de boa qualidade. Ricos na descrição e nas metáforas. O primeiro poema está cheio de palavras forçadas, sem sentido. Muito fraco.
O 'Cócegas' me agradou pelo poder descritivo. Detalhes poéticos. O 'Cripta fêmea' foi na minha respeitável opinião o poema de maior qualidade até agora nesse festival.
As cócegas do 'Gargalesis' fizeram pensar mais do que rir. Um pouco menos de subjetivismo tornaria este poema uma jóia metafórica sobre as invasões nossas de cada dia.
Saudações a todos.
Cordialmente,
F.N.V