quinta-feira, 26 de maio de 2016



Oceânidas


Meu cuspe borbulha tua fenda
Faz bolhas estoura e escorre
Meu sangue pára e meu leite
Corre em tuas entranhas

Navega, esperneia, esparrinha
De brancos teu rosa-cheiro
Teu peixe, tua posta, teus belos filés
Num viés que enverniza-me
Que inferniza-me na hora em que não te tenho...

Me empenho numa impossibilidade
Por distância, por oceanidade.
A verdade é nua como eu
Crua como tu…
Poesia é profundamente azul.



Paulo Acácio Ramos e Dante Pincelli


Maio 2016

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