terça-feira, 28 de outubro de 2014

"quando releio o que escrevo."


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escrevo, me invento, me reverto no inverso de cada verso que arremesso por extenso, penso, esclareço, meio tenso, meio leso, meio a esmo, exclamo, chamo, amo em cada fina linha que, de minha, passa a tua, nua e insinua o desate, o empate de cada fato, boato, de cada lógica, andrógena, alucinógena,,, me permito cada palavra no oco âmago de cada pensamento que invento e que alimento em cada rota sem sentido, em cada sopro no ouvido, agudo, ativo e então, só então, nasce o escrito, tornando-se real e dito o que andava tão somente escondido e aflito,,, eu escrevo e me reescrevo como escravo das letras que pingam lentas no peito frouxo ou na unha mínima do planeta,,, meus sentidos passam afazer sentido e lido com o que faço, mas se quiser, desfaço cada laço atado por meus escritos,,, escrevo enquanto cresço e leio o que mereço quando releio o que escrevo... 


4 comentários:

  1. Prometo uma qualidade maior de áudio nos próximos vídeos.

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  2. Acho que nunca reli nada do que possa ter escrito... Não há releituras possíveis, cada leitura é nova em significados, em significantes e em significações!

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  3. Falando em releitura de obras proprias...dia desses eu estava fazendo isso:relendo textos de uns 7/8 ou 10 anos atras(não me lembro exatamente).Então me peguei chorando,senti novamente toda aquela dor que naquele instante que eu escrevia eu sentia...em outros eu me surpreendi ao perceber como eu cresci intelectualmente,espiritualmente...depois comparei os textos de antes com os de agora,e...descobri uma nova pessoa.A releitura dos meus escritos pra mim é uma ponte de comparação entre passado e presente e uma ponte de aprendizado (ainda em construção) entre presente e futuro.

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  4. Nyna,acho que a auto releitura serve pra isso mesmo.
    bjs

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