terça-feira, 23 de setembro de 2014

"boca"


Foto: Izaura Carolina




minha boca fala
cala
consente
arregala docemente
profere calúnias
maldizeres carnívoros
injúrias atropelantes...

minha boca canta
grita
palpita
acalma fúrias sem fim
fica suja de feijão
e palavrão...

minha boca beija
deseja
suga
chupa
lambe o limbo farto
antes e/ou depois
do parto
na sala
na rua
no quarto...

minha boca, na verdade,
é de entrega...

Dante Pincelli.

2 comentários:

  1. Sobre a tua boca e de como usá-la.

    tua boca que não se cala
    nem passa notas da escala
    no centro geodésico da sala
    durante momentos de gala
    carimbos passaporte e mala
    dispara revólver sem bala
    ampara costelas com tala
    arranca os dentes da fala
    pendura na barra da pala
    como chuvada que rala
    acumula lama na vala
    não vê vara sem chupá-la...

    PAR - PT
    23.09.14


    Sobre a tua boca e de como usá-la.

    tua boca que não se cala
    nem passa notas da escala
    no centro geodésico da sala
    durante momentos de gala
    carimbos passaporte e mala
    dispara revólver sem bala
    ampara costelas com tala
    arranca os dentes da fala
    pendura na barra da pala
    como chuvada que rala
    acumula lama na vala
    não vê cana sem chupá-la...

    PAR - PT
    23.09.14


    o mesmo poema e duas conclusões diferentes que querem dizer a mesma coisa...
    em resposta ao teu "BOCA"

    Beijos Muitos Sempre!!!

    PAR - PT

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  2. A cana, a vara, a boca, a fala,,,
    obrigado.

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