sábado, 21 de abril de 2012

Apresentação de um Jurado, comentários e notas (Dor e Poesia)


O jurado especialista
Nilton Riguett 
é professor de Português e, possui três livros de poesia lançados em: 1995 (Poética); 1996 (Ritmo de Poesia); e em 2005 (Estilos). Mantém o blog: niltonriguetti.blogspot.com . Já promoveu dezenas de eventos, desde concursos escolares de poesia, eventos esportivos e culturais, até os estaduais de xadrez na cidade de Trajano de Moraes.
 Nilton Riguett,, gentilmente, concedeu a cada um dos 12 finalistas deste concurso o seu livro :

“Estilos”

Que é uma obra inovadora, já que suas páginas são coloridas.
O nome refere-se aos vários estilos existentes no livro, desde poemas a contos e crônicas. Para cada estilo, uma cor de página foi adotada.
Para escrever, Nilton teve dois convidados especiais : Luiz Carlos Riguetti, meu irmão (que é melhor que eu) e meu amigo Ton Sarti.
É uma obra que oferece aos leitores uma leitura agradável pelo ineditismo das páginas coloridas. O leitor é convidado a ler da forma que melhor lhe aprouver. Caso escolha o estilo "Recortes de Jornal",por exemplo, lerá as páginas amarelas, etc. Também pode optar por ler a obra de um ou outro autor, mescladas no livro em páginas alternadas, também selecionáveis pela cor. Uma terceira opção é lê-lo página a página, em ordem numérica, e terá o sabor de todos os estilos. Mas a melhor das opções é ler.

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A professora Maria de Lourdes Almeida ainda não pode participar desta rodada, por problemas pessoais (por isso, faremos como da última rodada, tiraremos a média das notas dos jurados leitores para substituir a nota de Maria) esperamos que ela supere as dificuldades e participe conosco, nos brindando com sua sabedoria e sensibilidade.

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Os poetas Erato Poeta e Turrinha foram os vencedores desta rodada e cada um ganhará um livro:
“Luz Vermelha Que se Azula.”
 De Nilto Maciel
Expressão Gráfica Editora, 2011.
Parabéns poetas!


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O leitor/comentarista Paulo Acacio Ramos ganhou um par de ingressos para o Centro cultural Sobrado 70, por ter apostado no poeta Erato Poeta, com 58 pontos.
Parabéns Paulo!

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 Comentários e Notas:
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“ALMA RUTILANTE”
( J )


Felipe Neto Viana- O início do poema sugeria um encavalameto sufixal interessante que morreu no decorrer. Pus minhas lentes de grau máximo e não enxerguei nada que condizesse com a temática proposta. Sugiro ao poeta J. que acorde no certame porque toda competição é cruel por mais poética que seja. Seja mais conciso em suas elaborações e terá chance de reverter esse jogo. Nota 6



Marcelo Asth- Vê-se como ornamento do poema a semelhança de imagem e som das palavras que findam um verso com as que começam o outro. Ideia interessante para o exercício, porém, falta maior coesão e força para lançar esse jogo nas palavras. A ideia da perda de alguém amado é um tema em potencial para poetizar a dor, mesmo sendo um lugar-comum – por isso é ainda mais difícil se embrenhar nessa dor. Alguns versos imaturos, como “E o vento do mal a levou” e outros muito rasos, como “Sem a ilusão de te perder”. Mas é nítida a tentativa da expressão do sentimento, que é passada ao leitor.
O uso do “oh” faz o poema ficar um pouquinho mofado. Mas ele vai se arejando no decorrer da leitura.
A escolha das palavras é algo fundamental na confecção dos versos: é importante criar imagens fortes, que levem o leitor a criar sua história nessa recepção.
Nota: 7

Camila Furtado- Delicado, triste tom de despedida. Se é para falar de dor, não há uma maior do que aquela do que poderia sido e não foi. Nota 9

Nilton Riguett- Gostei da rima, mas acho que se perdeu em devaneios, sem ter-se aprofundado
na temática a que se propôs. Nota :6


Stella Monteiro- 3,5

Renata Buzak- 4

Izaura Carolina- 4

Média- 4

Total: 43,5




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“Sacro ofício”
( Andrade)



Felipe Neto Viana- Estupendo. O bonequinho do jornal 'O Globo' aplaudiria de pé se um filme fosse. O tema alçado com criatividade sem deixar a peteca cair em nenhum verso. O título emprenhado do e no poema servindo tanto como 'sacro ofício' quanto 'sacrifício'. O poeta Andrade já vem beirando o meu importante 10 nas levas anteriores. Surgiu o grande favorito no certame. Nota 10



Marcelo Asth-O poema tem momentos fortes e com versos bem escolhidos, como: “Bate o martelo: toda letra fere, mas toda palavra cura” e “desta mulher mariana, que recebe em teu ventre um filho nunca rogado” - ao comparar com a folha que recebe a dor que o poeta lança sobre ela. Mas o poema se perde em muitos outros instantes, em labirintos de explicações demasiadas e muitas facetas (parecem surgir vários autores e estilos ao longo do poema). Poema que explica a dor, mas não a sente. É repleto de imagens boas, mas que, por vezes, não se sustentam pelo excesso de palavras para se chegar ao seu objetivo. O final tem bom arremate.
Nota: 7,5

Camila Furtado- Poesia metalinguística, um deleite para quem sabe a dor e a beleza de ser poeta. Espetacular! Nota 11. Nota 10

Nilton Riguett- Ora rimando, ora não, o tema está bem defendido, embora não sendo uma boa escolha. Nota 6


Stella Monteiro- 4,5

Renata Buzak- 5

Izaura Carolina- 5

Média- 5

Total: 53




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“Temporal”
(Cachorro de Rua)

Felipe Neto Viana- Salvo engano analítico de minha parte, o poema me pareceu já constituído anteriormente ao tema proposto. O último verso se desvela como um encaixe: um encaixe mal feito. Cachorro de rua precisa atentar também na gramática. Em um certame emparelhado como este se apresenta não se deve vacilar na linguagem e nem se deve tentar ludibriar o tema proposto.   Nota 7.

Marcelo Asth- Título com boa influência na atmosfera. O poema é fluido, potente e atingiu seu objetivo. Palavras certas e enxutas. Imagens de uma simplicidade que causa a dor. Acredito, por leitura minha, que o sentimento está mais para a melancolia, mas cabe aqui essa dor de tudo girar desde-sempre e para-além. O início traz uma história poética bem escrita e detalhada e o final tem um acabamento que parece ser uma ficha caindo na consciência – quando “acordamos” da rotina e nos percebemos como gente numa configuração. O sentimento de não pertencer é dor boa prum poeta abraçar.
Atenção para a pontuação (vírgula!), que pode conduzir a outra leitura, como no início do poema. Pareceu, a princípio, que o certo era “sentada”, fazendo menção à mãe que ora.
A falta de pontuação pode, de fato, ajudar o poema a se resignificar ou deixá-lo num ponto confuso...
Também atenção para a ortografia – um poeta pode até esquecer-se desses detalhes quando tem ao lado um editor, um revisor... mas aqui, o poema é apresentado aos jurados e aos leitores como foi escrito. Isso é para todos. É só um toque – não que isso faça perder a poesia.
(se for problema do teclado, deve notificar à organização do concurso e solicitar as alterações).
Nota: 9


Camila Furtado-  Forte, existencial, de um frio tocante. Me lembrou Cazuza: "Pra poesia que a gente não vive transformar o tédio em melodia." Nota 9


Nilton Riguett- Simples, poesia pura, temática bem trabalhada, boa composição de tempo. Nota 7

Stella Monteiro-4

Renata Buzak- 1

Izaura Carolina- 4

Média-3

Total: 44




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“Máscara de dor”
(Bené)

Felipe Neto Viana- O poeta Bené que arrebatou a última leva com o seu haikai de duplo sentido agora apresenta um poema simplório, com rimas pobres ('alegria' e 'poesia', 'tristeza' e 'natureza'). O poema foi salvo da forca pelos dois últimos versos e pela concisão que bem ou mal se faz necessária. Cair na armadilha do lugar-comum pode trucidar o poeta neste certame. O poeta Bené precisa retomar o nível da primeira leva para se recuperar na competição. Nota 7,5



Marcelo Asth- A ideia cabe simples e exata na apresentação das máscaras. Por mais que o sentimento da dor não esteja posto aqui, de cara – e esteja mascarado -, a definição da dor não fica gratuita. É uma inocência poética de afirmação que passa bem.
O título sublinha demais, quando especifica com “de dor”. Boas imagens e boas máscaras escolhidas. Mesmo a primeira parte sendo uma apresentação da ideia da segunda, ela se difere muito do estilo do desfecho – talvez haja nesse ponto um pequeno buraco que faz a leitura tropeçar.
Nota: 8,5

Camila Furtado-  A dor em diferentes esferas de sentido. E o melhor, todas valem a pena se viram poesia. Nota 9

Nilton Riguett- Pouca profundidade ao tema, sem maiores encantos. Nota 6


Stella Monteiro- 5

Renata Buzak- 3

Izaura Carolina- 4

Média- 4

Total: 46






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"Poetar"
(Turrinha)

Felipe Neto Viana- As 'tais flores da revolta' acarretam a poesia ou ato de fazer poesia, o 'poetar'. A menção implícita a Baudelaire deu o tom qualitativo a este poema que poderia resguardar menos versos. A poeta Turrinha se apresenta como boa concorrente neste certame e poderá surpreender nas próximas levas se aderir à condensação poética.  Nota 9,5



Marcelo Asth- Poema imagético, bem conduzido, com ares antigos. Não comparando, mas me lembrou Pessoa em: “Fosse eu apenas, não sei onde ou como, uma coisa existente sem viver”.
Riqueza de significados com o uso da palavra “mudo” - que além da mudez, traz uma mudança do estado de ansiedade para o estado de contemplação. Imagens de contraste, como a do cérebro – o que seria mais facilmente ligado ao sótão, vem aqui como um porão; o que seria um espaço repleto vem desabitado. Sugiro a leitura (a todos os poetas do certame) de “A poética do espaço”, de Gastón Bachelard, que traz reflexões e relações muito poéticas entre a casa e nossos sentimentos e pensamentos sobre o mundo.
Link para o livro:  http://pt.scribd.com/doc/57089481/BACHELARD-Gaston-A-Poetica-Do-Espaco
Alguns versos pedem pra serem revisitados pelo autor antes de o poema receber o ponto final, como no trecho: “(...) seleção de joios no trigal da existência e minha pena repousaria no umbral das penas”.
Título comum – o poema é melhor. Quase excessivo, mas bem concebido.
Nota: 9

Camila Furtado-  Lindíssima! Não sentir é não ter história, é não gerar poesia, é folha em branco. Sou dessas.  Nota 10

Nilton Riguett- Gostei da construção do tema, criatividade própria de grandes poetas. Nota 7,5

Stella Monteiro- 4,5

Renata Buzak- 5

Izaura Carolina- 4,5

Média-5

Total: 55




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“habitação“
(Sofia Amundsen)





Felipe Neto Viana- A poesia é habitada por tudo o que vive, inclusive pela dor. Mas a dor, poetisa, deveras sente? Não a encontrei. Algumas associações me incomodam em seu poema: ' vida nasce tímida e apaixonada como um beija flor'. Senti um clima haikaísta habitando em seu poema. Sofia, o seu pseudônimo sugere sabedoria. Seja sábia o bastante para alçar os grandes voos neste certame que você é capaz de dar. Seja menos subjetiva. Seus poemas são feitos unicamente para você e isso é tiro no pé em um certame. Nota 7

Marcelo Asth-  Pode ser que a dor pedida nesta etapa do concurso esteja dentro da “moita escondida no céu”. Pode ser que a autora sinta essa dor em alguma de suas imagens escolhidas para a feitura do poema, mas na recepção - no que já se encontra fora do alcance do poeta, quando o poema é lançado -, fico numa tarefa difícil. O coração-vodu-agulhado é a imagem mais impactante e dolorosa. O poema é colorido, fluido e imagético. Mas também inocente demais, sem ousadia de imagens e vago em algumas colocações.
Nota: 7

Camila Furtado-  Belo poema, mas alguns versos me pareceram desconectados, como se fossem diferentes mensagens. Nota 8

Nilton Riguett- Bom jogo de palavras, mas sem apego ao tema. Nota 6


Stella Monteiro- 3,5

Renata Buzak- 4

Izaura Carolina- 4,5

Média- 4

Total:44





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“DOS CACOS QUE VOCÊ DEIXOU PRA MIM”
(Emanuel Ferreiro)


Felipe Neto Viana- Combinação perfeita dos signos, saltando de um verso para o outro. O tema proposto é decifrado através do jogo estabelecido entre os signos. O poeta Emanuel se mostra exímio trabalhador das palavras. O veio concretista lhe é natural e pode render bons momentos ainda neste certame.   Nota 8,5



Marcelo Asth- Bom ritmo. Musical e poético, estilo Itamar Assumpção. Pode virar composição, mas... tratando-se de um certame, falta ser mais arriscado, mais instigante. Rimas fáceis, pouca profundidade na construção, mas belos efeitos no que se faz repetir e constatar. Simples e direto. Título original que arremata a ideia do poema - parece nome de livro.
Nota: 8


Camila Furtado- Belo, porém o uso de rimas pobres prejudicou a intenção. Nota 7

Nilton Riguett- Arte bem construída, mas o apelo à rima deveria ser melhor produzido. Nota 6,5


Stella Monteiro- 4

Renata Buzak- 4

Izaura Carolina- 4

Média- 4

Total: 46






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“GRÃO DE POESIA”

(Erato poeta)


Felipe Neto Viana- Da tristeza nascem as pérolas. 'Mas para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza'. Erato Poeta criou uma verossímil arena masoquista que supostamente existe dentro de cada poeta digno. Erato estava triste ao extrair de sua ostra tal pérola? É um poeta de essência romântica que sabe trabalhar as alegorias. Surgiu um novo favorito no certame. Nota 9,5



Marcelo Asth- Duplo sentido poético, de cara, em “me doo”, tratando do tema e do que será abordado. Versos com afirmações do tipo “A dor é o seu estandarte” e “A dor é grão de poesia” podem ser mais trabalhados, não trazendo definições na bandeja. “Se apraz” e “cama de pregos” são palavras que se casam e fazem o verso ficar forte – é bom de mastigá-lo. Boas imagens, como a de ser forte enquanto o mar espanca. O título é muito explicativo, poderia deixar mais para o poema.
Nota: 8,5

Camila Furtado- Poema afiado, como a palavra sentida. Belíssimo o verso " As palavras são pulsares de dentro, onde as ondas calejam ostras que produzem pérolas." É de uma verdade cortante. Nota 10

Nilton Riguett- Inspiração pura! O ineditismo me impressionou. Tema bem exposto. Nota 8


Stella Monteiro- 4

Renata Buzak- 5

Izaura Carolina- 5

Média- 5

Total: 55





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"Sadô, o poeta"
(iniko)


Felipe Neto Viana-, Esse final repulsivo me causou náusea no café da manhã. O poeta iniko é ousado mas precisa dosar as sensações  causadas pelas palavras. A hemorróida e a poesia foi a melhor combinação quanto ao tema proposto. Iniko é um poeta que pode crescer na competição.   Nota 8,5



Marcelo Asth- Poema firme e bem feito. Sem pieguice. Momentos metalinguísticos que colocam o leitor em outra posição, provocando novidade e frescor. Opção por virar o tema pelo avesso: seria essa força violenta das palavras uma espécie de dor velada do poeta?
Os versos “ele concebe” e “ele não sofre” ficam muito demonstrativos, são menores que o poema.
Poesia não é feita só de borboleta. O final é forte, porém sem impacto. É corajoso em liberdade, mas é gratuito na tentativa de ser escatológico, cru, áspero – não pelas palavras utilizadas, mas pela força da construção. Não acertou meu rosto em cheio.
Nota: 8,5


Camila Furtado-  O grotesco também tem poesia, só não soa agradável como se espera. Eis aí a quebra de expectativa, de onde extrai-se a literariedade. Nota 9

Nilton Riguett- Boa construção e capacidade demonstrada. Nota 6,5


Stella Monteiro- 3,5

Renata Buzak- 4

Izaura Carolina- 4

Média- 4

Total: 49




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“A TINTA DE ESCREVER”
(Annie Alexandre Guerra)


Felipe Neto Viana- Delicadamente a Annie guerreira desfia mais um poema. Annie se vale de palavras remansosas que acolhem o coração dos leitores. Como jurado, deixo o coração de lado e tecnicamente também não encontro nada prejudique a estrutura do poema. Um bom poema precisa atingir cabeça e coração e esse pode ser um risco que prejudicará a Annie guerreira no futuro da competição. É uma concorrente que mantém o nível elevado e se apresenta como favorita no certame. Nota 9



Marcelo Asth- Lindo. Traz um início um pouco truncado, parecendo roubar uma estrutura de contação de história. Mas se mostra forte por estar mascarado. A ideia da doação, de usar a tinta do sangue para escrever versos poderia ser mais trabalhada. Em seu final reverbera semelhança com Vinícius de Moraes (não comparando poetas): “A rosa com cirrose, a anti-rosa atômica. Sem cor sem perfume sem rosa, sem nada”.
Nota: 8,5

Camila Furtado- Poema delicado, comovente e incrivelmente imagético. Consigo ver tudo, a anciã, a dor, a perda de cor. Nota 10

Nilton Riguett- Temática decidida, bem escolhida, composta sem profundidade. Nota 6,5


Stella Monteiro- 4,5

Renata Buzak-5

Izaura Carolina- 4,5

Média- 5

Total: 53






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“DESVÃO”
(Scott B. Coffe)


Felipe Neto Viana- A dor acompanha o poeta digno seja aonde for. O poeta Scott foi sucinto e adequado ao tema proposto. Pode ser uma boa promessa no decorrer do certame. Nota 9



Marcelo Asth- Poema direto, sem curvas. Como a dor. Rimas apropriadas que atraem com melodia. Boa ideia de se aliar à dor. Intertextualidade com Pessoa em “Autopsicografia”, bem cabida e sem mostrar, de forma escandalosa, que essa é sua intenção. O poema é fino, elegante. O precipício talvez não tenha sido a melhor escolha como imagem final. Título bem colocado.
Nota: 9,5

Camila Furtado- Outro poema espetacular da rodada. Ser poeta é, antes de tudo, sentir. Também merece nota 11. Nota 10

Nilton Riguett- Simples, conexo, tema defendido. Nota 6,5


Stella Monteiro- 4,5

Renata Buzak- 4

Izaura Carolina- 5

Média- 4,5

Total: 52




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“A gravidade de um suicídio”
(Reyú Maôro)



Felipe Neto Viana- O poema divagou sem atender as minhas expectativas. Vazio eu permaneço. O poeta Reyú precisa lapidar melhor suas palavras e empregá-las sem que se tornem tediosas. Pode cair nesta leva. Nota 6,5

Marcelo Asth- O título soa estranho e didático. Ótimos os quatro versos iniciais. O desenvolvimento do poema parece fazer o que o início propõe e convence com a alta velocidade de imagens. Palavras bem escolhidas, com ritmo intenso. Final que se perde – sem peso e com um desfecho banal e clichê.
Nota: 8


Camila Furtado-  Bela alegoria da morte, que começa antes mesmo do próprio ato e como se uma purificação, o ato resulta em poesia. Nota 9

Nilton Riguett- Ineditismo profícuo, sem manobras. Boa construção. Nota 7


Stella Monteiro- 4,5

Renata Buzak-4

Izaura Carolina- 5

Média- 4,5

Total: 48,5





8 comentários:

  1. Feliz demais pela vitória (empatado com Erato) nesta rodada onde tantos brilharam! Abraços, parabéns a todos e boa sorte nas próximas rodadas!

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  2. Agradeço a todos os jurados pelos comentários e também aos comentaristas que confiaram no meu poema.

    Me decepcionei, um pouco, pelas notas dos jurados Marcelo e Nilton. Honestamente não acho que o meu poema merecia a segunda menor nota empregada pelo Marcelo (7,5), entre todas que ele empregou... Percebi uma disparidade estranha entre as notas que todos os jurados me deram. Já o jurado Nilton, ''o tema está bem defendido, embora não sendo uma boa escolha'', não entendi! O que não foi uma boa escolha se o tema foi bem defendido? Só eu to enxergando incoerência aí?...

    Abraços, e parabéns aos poetas vencedores da rodada! Não to aqui pra tirar o mérito de ninguém, só questionei o que percebi nas avaliações do meu poema.

    Andrade.

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  3. Roberto Carlos, Mora?21 de abril de 2012 18:14

    Andrade , calma aí, todos nós percebemos que seu poema era o melhor dessa leva, mas se toda unanimidade é burra, os jurados não foram burros, eles apenas confirmaram a 'regra'.
    Os dois Jurados aos quais você questiona, também questiono, embora os dois vencedores também sejam merecedores.

    Parabéns a todos.

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  4. os jurados sao otimos....estao em alto nivel....parabens a todos

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  5. poemas legais de dor! mas aquelas letras do post no blog, com umas cores que não dá pra ler nada. Seria melhor padronizar com uma fonte simples. parabéns a todos mesmo.

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  6. Obrigado pela sugestão Sr. Anônimo, não fazia ideia disso.

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  7. Então vou aproveitar a deixa... Não gosto do layout do blog, acho amador e pessoal demais. Os poemas são muito bons, o concurso está excelente, mas acho que o tal do Dante está mais preocupado em aparecer do que os poetas participantes (a começar pela foto do layout, desnecessária.)O concurso em si está indo bem, com poucas falhas.

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  8. Sr Anônimo, primeiramente , não precisa se esconder, pode se mostrar, porém se prefere assim, eu respeito.

    Tenho este blog e escrevo nele - sozinho- há cerca de 1 ano, talvez um pouco mais, no final do ano passado criei um festival de poesias com poetas de várias partes do Brasil e da Europa- vide postagens anteriores- isso me deu coragem e força para criar este concurso, ao qual me dedico intensamente- e bote dedicação nisso-, com honestidade e carinho.

    O motivo de ter a minha foto lá em cima é porque o blog é meu, embora eu tenha colaboradores, toda a responsabilidade do que é postado aqui é minha.

    Mas adoraria saber quais as poucas falhas as quais vc se referiu, pois talvez me ajude a corrigir e melhorar, estou sempre aberto a este tipo de crítica, ou seria colaboração?

    Aproveito a deixa para te convidar a voltar as páginas pra ver o resto do meu trabalho que está grafado neste espaço.

    Compreendo, sinceramente o que vc disse, mas acho que é porque vc conheceu o blog agora, durante o concurso.

    Está convidado a continuar comentando como queira sobre o que quiser, é uma honra ter alguém que está disposto a apontar nossas folhas, ops, falhas.

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